| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | S. simoni |
Espécie endêmica do Brasil.
O joão-do-araguaia é uma ave passeriforme da família Furnariidae.
Era considerado subespécie de S. albilora, proposição desconsiderada devido ao padrão de distribuição da espécie, restrita à planície do médio Araguaia.
As atividades turísticas desenvolvidas, nos meses de seca, nas praias das ilhas fluviais, representam o principal fator de ameaça à presença da espécie.
Seu nome científico significa: de synallasis, synallaxis = nome dado por Vieillot (1818) para este gênero de aves com cauda espetada, do (grego) synallasis = era uma das ninfas Ionides; e de simoni = homenagem ao ornitólogo francês Eugène Louis Simon (1848–1924). ⇒ Synallaxis de Simon ou ninfa das águas de Simon. Na mitologia grega, Synallaxis era uma das irmandades de ninfas das águas que habitavam Kytherus, um rio da região de Elis no oeste da península do Pelopeneso. Os nomes individuais das ninfas Ionides eram: Calliphaea, Synallasis (ou Synallaxis), Pegaea e Iasis.
Possui o dorso castanho-ferruginoso, enquanto que o dorso do joão-do-pantanal (Synallaxis albilora) é pardo escuro, não contrastando com a cabeça.
Seu canto territorial é composto de uma única nota descendente, repetida incessantemente.
Na estação seca, S. simoni foi observado com freqüência forrageando no solo do saranzal e na estação chuvosa freqüenta a vegetação arbustiva que margeia os varjões adjacentes.
Os ninhos apresentam formato de retorta, com túnel de acesso lateral, eram constituídos de uma massa de gravetos roliços, bastante semelhantes àqueles construídos por vários outros congêneres.
O ambiente preferencial de ocorrência da espécie é denominado localmente de “saranzal”, uma vegetação arbustiva densa onde predominam o saran Sapium haematospermum – Euphorbiaceae e a goiabinha Psidium riparium – Myrtaceae. Esta vegetação se desenvolve sobre cordões arenosos depositados pelo rio Araguaia e está sujeita a grandes inundações, chegando a ficar completamente submersa na estação chuvosa (novembro-maio).
Considerado endêmico da bacia do Araguaia com distribuição restrita a sua porção média, é substituído por seu congênere amazônico, S. gujanensis mais ao norte.